O verão que vivemos, o ar estava impregnado com o cheiro de terra queimada pelo calor. Uma brisa lenta ainda trazia calor. O sol à tarde tornava-se excepcionalmente transparente. Ele penetrava cada canto com força poderosa. Sem deixar nenhum espaço.\
Os dias do pico do verão traziam pensamentos estranhos. Viver com uma sensação de temor. Irritação, irritação, irritação.\
O aniversário de dezessete anos passou entre as felicitações de muitos amigos. Ainda sem bolo, sem muita agitação. Já acostumado. Sempre parecia algo natural. Então, sentia-me em paz.\
Um jovem de camiseta branca e cabelo preto reapareceu diante das pessoas, carregando alegrias e tristezas de muitos anos. O rosto antes infantil agora mostrava linhas definidas. A barba esquecida por uma semana crescia livremente. As pessoas sempre se surpreendiam com suas mudanças.
Covinhas. Olhos pequenos. Traços faciais comuns que traziam grande prazer. Pupilas negras despertavam memórias brancas. A juventude está marcada por muitas recordações. Foram feitas muitas promessas. Mas a realidade sempre está ligada à dor.\
Cada um guarda um segredo em seu coração. Todos escolhem, sem dúvida, enterrar a memória mais dolorosa ali. Mas não pensamos, se algum dia esse segredo for revelado por outra pessoa e exposto ao sol, o que faríamos?\
Dezessete anos, dezessete primaveras. Mas nenhum verão nos levou à maturidade. O relógio do tempo parecia ter perdido a corrente. O estalido lembrava a realidade do nosso passado. Lembrei-me de pessoas, de eventos e palavras do passado ao meu lado. Um abraço, dois rostos familiares sorrindo. Lembro da declaração calorosa na véspera de Natal.\
Na verdade, eu sinto muito sua falta. Sinto falta daquele que era só meu.\
Crianças otimistas sempre derramam lágrimas de solidão na noite escura. O passado e o presente sempre trazem reflexões. Por mais dolorosa que seja a ferida, ela sempre se cura com o tempo. Mas não imaginei que, mesmo após seis meses, ainda não se possa limpar tudo. Estou triste, você sabe? Como uma criança solitária por dezessete anos que, após meio ano de felicidade, volta a se sentir sozinha. Ninguém se importa com sua dor. Ninguém se importa se ele está feliz.
Só penso em ter você completo para aceitar tudo o que posso oferecer. Sem interrupções. Sem preocupações.\ Depois de tropeçar e cambalear, finalmente entendemos que não é que todos dependam de todos, apenas sentimos sua falta. A vida é tão sem graça. Não é que não saibamos chorar, apenas já nos acostumamos a sofrer nas noites em que ninguém nos vê. Dor que impede o sono a noite toda. Luto. Luto. Luto.
De repente lembrei, sem saber o que dizer (neste verão, eu e você.)
Respostas (6)
O que?
Divida em parágrafos... há muito texto e fica confuso de ler
Você mesmo pode alterar o segundo andar
Este é o meu post, ela pode editar? Eu sou o administrador, ah ah ah
Por que uma criança de dezessete anos está tão melancólica?
Passando,,
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