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Sim, comandante! A caminho! Movendo! Engenharia!
Essas cinco frases de voz me puxaram direto de volta para aquela lan house de vinte anos atrás, cheia do cheiro de fumaça e de miojo. Naquela época, era um real por hora, alguns irmãos juntavam dinheiro para abrir uma máquina e jogavam RTS daquela época. Ainda me lembro de construir um monte de bobinas de choque para bloquear a rua, fazendo o dirigível Kirov empurrar lentamente pelo caminho; aquela sensação de satisfação, hoje, não se encontra mais. A empolgação de gritar 'Avante!' para os personagens pixelados, realmente desapareceu.
Falando sobre 'Alerta Máximo'. Para ser honesto, antes de jogar, eu não tinha muita expectativa sobre a versão mobile de Red Alert, afinal de contas, o toque na tela não permite selecionar, formar esquadrões e microgerenciar tão suavemente quanto um teclado e mouse. Mas jogando, percebi que ele encontrou uma solução intermediária bastante inteligente. Ele não tentou replicar à força a lógica de operação do PC na época, mas sim criou batalhas de legião e desbloqueio de unidades mais adaptadas ao ritmo do celular. Essencialmente, é um jogo mobile de 'ilustração + desenvolvimento + estratégia leve', com a aparência de um RTS.
Sem exageros, comparado com jogos do mesmo tipo, ele realmente faz algumas coisas muito bem.
Um é o sistema de unidades. Você pode ver aqueles rostos familiares no Red Alert 2, como o Soldado de Mobilização, o Soldado de Pulso Magnético, o Tanque Rinoceronte, o Apocalipse, o Kirov, o Fantasma, o Prisma de Luz... Só de ver esses nomes já é suficiente para convencer alguém da minha idade a comprar. Além disso, cada unidade tem sua função correspondente, anti-aérea, terrestre, relações de counter, e combiná-las dá uma sensação de quando estudávamos estratégias antigamente. As diferenças entre facções também foram bem definidas, não é apenas trocar a cor.
Outro é o modo de batalha. Embora não seja possível selecionar livremente e usar o comando de ataque automático, ele adiciona uma jogabilidade de "liberação de habilidades em pontos específicos" e "comandos de tropas"; antes da batalha você organiza a formação e, durante a batalha, envia reforços ou usa habilidades especiais conforme a situação. Esse tipo de jogabilidade, para ser sincero, pode deixar jogadores veteranos da versão para PC um pouco frustrados, porque falta o extremo prazer de virar o jogo com microgestão. Mas em uma tela de celular, conseguir esse nível de controle, eu acho que já é muito cuidadoso. Mais raro ainda é que não transformaram itens pagos diretamente em "força instantânea", de modo que a maneira como você organiza suas tropas ainda pode influenciar muito a batalha. Isso é algo que muitos jogos móveis similares não conseguem fazer, ficando com a tela cheia de janelas de compras.
Atualmente, sua desvantagem mais óbvia é, por um lado, a linha de desenvolvimento ser realmente muito profunda. Para ter uma força principal completamente formada, é preciso farmar fragmentos, evoluir tecnologias e conseguir equipamentos, o que definitivamente não é algo que se resolva em um ou dois dias. Jogadores veteranos como nós, com filhos pequenos e pais idosos para cuidar, de onde viria tempo suficiente para entrar no jogo todos os dias e cumprir as atividades diárias? Por outro lado, as dungeons têm alta repetitividade; depois de muitas vezes, basicamente se resume à tríade de varrer, deixar no modo automático e acumular recursos, e a sensação de novidade desaparece bastante rápido.
Comparado com os jogos móveis de temática militar similares no mercado atualmente, há um que se concentra na qualidade gráfica; os modelos são de fato elaborados, mas jogá-lo é basicamente como trocar a pele de 'Três Reinos Heróis', com uma esmagadora vantagem numérica, e mesmo gastando dezenas de milhares talvez você não consiga superar o primeiro colocado no ranking, realmente é um pouco hardcore. Há outro que foi completamente feito como um SLG de mapa grande, você precisa acordar todos os dias com um alarme para colocar a cobertura, caso contrário será atacado e perfurado em minutos, o que é extremamente desgastante, jogar parece estar no trabalho. Comparado a isso, 'Alerta Máximo' pelo menos segura firme na nostalgia de 'Command & Conquer'. Ele permite que você use o celular para comandar tropas e atacar sem parar, proporcionando a sensação de ser um comandante; embora a operação seja simplificada, quando vejo o Kirov sendo lançado, ainda me sinto emocionado.
Agora este jogo já está em operação há bastante tempo, e a reputação dele está um pouco dividida. Novos jogadores acham que é muito cansativo, enquanto os jogadores antigos sentem que ele mudou de essência. Mas eu pessoalmente acho que, usá-lo como uma viagem nostálgica para passar o tempo, ainda é algo a se considerar. O ponto principal é você ajustar sua mentalidade, não encará-lo como o antigo 'Red Alert' em que se podia passar uma tarde inteira no cyber café, mas sim como um 'jogo para celular com a nostalgia do Red Alert'. Pensando assim, muitos defeitos acabam sendo aceitáveis.
Por fim, quero dizer uma palavra àqueles que, como eu, procuram os velhos tempos nos jogos: o tempo que passou realmente não volta, mas poder ouvir no celular um familiar 'Sim, comandante', ver aquele tanque Rhino um pouco mais bruto do que na memória avançar sobre as linhas inimigas e explodir, faz com que aquele sonho de guerra que havia se apagado dentro de nós pareça ter acendido novamente, silenciosamente.
Sentimentos, essa coisa, não são caros, mas também são inestimáveis. Então, quando tivermos tempo, vamos conversar mais sobre a defesa da base. 😌