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Galera, hoje não vamos falar de velocidade, vamos conversar sobre coisas que denunciam a nossa idade. Lembro-me que, quando eu usava calças com abertura, a TV passava o Ultraman original. Naquela época, não existiam smartphones, e o sinal da TV preto e branco era tão ruim que a gente precisava segurar a antena com uma mão e bater na TV com a outra. Mesmo assim, assistíamos com o coração acelerado, e até conseguíamos almoçar enquanto assistíamos.

Mais tarde, quando cresci um pouco, economizei uma semana de dinheiro do café da manhã para ir jogar Ultraman nos fliperamas. Uma moeda por vez, e quem era desajeitado durava basicamente três minutos antes de ser derrotado pelos monstros, que nos esmagavam no chão, mas a gente nem queria largar o jogo. O cara da máquina ao lado podia zerar com uma moeda só, e aquela visão era divina. Na época, eu sonhava, pensando: “Quando poderei jogar Ultraman em casa, deitado?” Mas quando finalmente chegamos à era de jogar móvel na cama, eu já estava pelado (careca).

Voltando ao assunto, esses dias eu baixei “Ultraman: Heróis da Galáxia”, com autorização oficial, e só pelo valor nostálgico já vale muito. Ao entrar no jogo pela primeira vez, o efeito sonoro da transformação me deu arrepios instantâneos. A qualidade gráfica é de dinheiro gasto mesmo; toda vez que se solta uma habilidade, a tela se enche de efeitos de partículas. Comparado ao Ultraman de blocos pixelados da época, dá para dizer que a Equipe de Reconstrução do País da Luz evoluiu para a Liga de Efeitos Galácticos.

Mas se você me perguntar se o espírito mudou, sinceramente, a alma ainda está lá. Antes, no fliperama, era um jogo solo: se você morresse, tinha que colocar mais moedas para continuar. Agora, nos jogos mobile, a ideia é trabalhar em equipe, um grupo de Ultramans enfrentando monstros, dando suporte uns aos outros e soltando ataques especiais juntos. Antigamente, quando gritávamos 'pise rápido, pise rápido' no fliperama, só falávamos com o ar; agora, no time, basta abrir o microfone, e todos são companheiros de verdade. Os tempos mudaram: antes, para jogar no fliperama, era preciso combinar a hora depois da escola; agora, às duas da manhã, você ainda pode encontrar guerreiros da luz de todos os cantos.

Claro, os jogos antigos eram bem duros: levar dois golpes e já estava quase morto, sem salvar progresso, fazia a gente chorar por horas. Este jogo mobile é claramente amigável para a nossa geração, não exige combos complicados, permite avançar sem gastar dinheiro, e quem joga de graça também consegue se transformar. É como, antigamente, usar um transformador de plástico de 30 reais para fingir soltar raios de luz; agora, pelo celular, você também consegue se tornar parte do País da Luz.

O motivo de eu postar isso na seção de literatura emocional é que jogar deu mesmo uma sensação calorosa e nostálgica.Nós, que desde pequenos gritávamos 'Eu sou Ultraman' correndo loucamente pelos becos, agora estamos ou escrevendo em cubículos ou carregando tijolos em obras, mas no momento em que nos transformamos no jogo, ei, quem não é um garoto que quer salvar o mundo? Se você também passou aqueles anos em que ficava de olho na TV, pulando e agachando, deve entender o que estou falando.
Por fim, uma palavra para os jovens: quer saber como era a 'celebridade da internet' que seu pai perseguiu na época? Dê uma olhada em 'Ultraman para Todos: Heróis da Galáxia'. Não custa nada e você ainda pode aprender o senso de justiça da geração anterior. Venha, venha, o veterano vai te guiar, forme um time e vá pra luta, se vir um monstro não tenha medo, vá em frente! 🌝