Sem exageros nem críticas negativas, fiquei surpreso quando vi "Bebê Joga Toupeira". Para ser honesto, hoje em dia o mercado está cheio de jogos de gacha, battle pass e missões diárias inteiras; jogos casuais como esse, que você pode começar a jogar imediatamente, sem limites de energia ou necessidade de gastar dinheiro, tornaram-se espécies raras. Tentei jogar duas partidas e, surpreendentemente, recuperei a sensação de quando jogava jogo de toupeira no Nokia, apertando teclas; aquela felicidade pura de se sentir tenso apenas para reagir rapidamente e conseguir uma pontuação alta não sentia há muito tempo. Naquela época, nos tempos do Symbian, o jogo de toupeira ainda era em pixel, um buraco cinzento, a toupeira aparecia e um martelo bastava, e os sons eram aqueles eletrônicos “du-du”. Na escola, eu me escondia no fundo da sala, escondia o celular na mesa, uma mão apertava freneticamente na gaveta e a outra fingia tomar notas; quando o professor se virava, eu bloqueava a tela rapidamente. Depois que passei para celular touchscreen, joguei o 3D Whac-a-Mole no Android 2.2, mas sempre senti que faltava algo — talvez o senso de "jogar escondido" não estava mais lá, ou talvez porque as empresas começaram a fazer jogos online competitivos e ninguém mais quisesse criar esse tipo de diversão simples.
Falando do jogo em si. Ele tem três modos: o modo clássico, jogando fase por fase, é adequado para quem quer um objetivo e quer jogar devagar; o modo dois jogadores é divertido, você pode brincar com seus filhos ou amigos, batendo nas toupeiras e vendo quem é mais rápido, bem melhor do que muitos jogos "multiplayer falso" de hoje — aqueles que supostamente são para dois jogadores exigem que cada um tenha um celular e se conecte via Wi-Fi, mas esse é direto na mesma tela dividida, realmente frente a frente. O modo infinito é pura diversão autodestrutiva, as toupeiras aparecem cada vez mais rápido e o martelo fica mais descontrolado, até que suas mãos fiquem cansadas e seus pontos de vida acabem. Ontem à noite, antes de dormir, pensei: “vou jogar só um minuto”, mas acabei jogando mais de vinte minutos no modo infinito, e só parei quando minha esposa gritou comigo.
O desenvolvedor é a Shenzhen Lieyou, a plataforma mostra 5.0 e o modelo de cobrança é zero. Esse "zero" eu gosto muito — sem pop-ups de compras, sem anúncios obrigatórios para reviver e nem sistema de conta. Joguei por meia hora e senti que voltei à época em que "baixar o jogo era ter o jogo completo" — para ser honesto, hoje até jogos single-player precisam de verificação online, mas este Bebê Joga Toupeira se destaca como uma lufada de ar fresco.
Claro, também não vou exagerar. Os gráficos e efeitos sonoros são claramente voltados para crianças, com estilo cartoon, cores vivas, adequados para os pequenos jogarem.Mas se você, como eu, é um veterano de 30 anos que ainda gosta de sentir nostalgia de vez em quando, na verdade ainda pode encontrar diversão nisso — como quando éramos crianças jogando fliperama sentados no arcade, e agora adultos jogando no celular à mesa. Você ganha ou perde, não há recompensa ou punição alguma, mas essa sensação de não ter nenhuma obrigação em si já é um luxo. No fórum, as pessoas normalmente falam sobre como farmar equipamentos ou competir na arena em 'Crossfire Hunter', mas de vez em quando também dão uma olhada em posts nostálgicos assim. O minigame de bater toupeiras, do Famicom ao arcade, ao portátil e ao celular, nunca morreu, só que poucas pessoas o fazem seriamente. 'Baby Whack-a-Mole' não me lembra de um jogo específico, mas daquela época em que 'jogo é apenas jogo'. Sem exageros, recomendo para todos os amigos que querem dar uma pausa, mover os dedos, desligar a mente um pouco, é bem bom.